Pesquisadores chineses descobriram uma forma acessível de eliminar microplásticos da água Crédito: Freepik
Os microplásticos estão presentes até na água que chega à nossa torneira. Mas um novo estudo revela que existe uma maneira rápida e acessível de reduzir drasticamente essa contaminação.

Fazer exercícios regularmente e ingerir a quantidade adequada de água são ações que ajudam a prevenir a trombose (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock) por Imagem: Inside Creative House | Shutterstock
Pesquisadores chineses identificaram que a simples fervura da água pode eliminar a maior parte dessas partículas invisíveis ao olho humano.
Com a ajuda de um filtro de papel, o resultado se torna ainda mais expressivo, sem necessidade de aparelhos caros ou tecnologias avançadas.
Como funciona o processo
O trabalho foi realizado por cientistas da Universidade Médica de Guangzhou e da Universidade de Jinan, na China, e publicado em revista científica internacional.
Eles observaram que, ao ferver água rica em minerais, forma-se carbonato de cálcio, o mesmo que deixa marcas de calcário em utensílios.
Esse composto encapsula os plásticos microscópicos. Depois, com uma filtragem simples, é possível remover grande parte do material aprisionado.
Eficácia comprovada
Nos testes, a redução chegou a 90% quando a água era considerada dura, ou seja, com alta concentração de minerais em sua composição.
Mesmo em águas moles, com baixa presença de minerais, o método apresentou resultados. Cerca de 25% dos microplásticos foram eliminados.
Isso significa que, em diferentes condições, a fervura ainda é um aliado importante para melhorar a qualidade da água que bebemos.
Implicações para o dia a dia
Embora os efeitos dos microplásticos na saúde humana ainda sejam estudados, reduzir o contato já é considerado positivo pelos especialistas.
O grande diferencial está na acessibilidade: enquanto filtros sofisticados podem custar caro, a fervura é um recurso disponível em qualquer cozinha.
Dessa forma, adotar esse hábito simples pode representar uma barreira adicional contra a ingestão de plásticos invisíveis.
Fonte: Jornal Correio