Pesquisas recentes revelam que exercícios variados ajudam a fortalecer a memória e ampliar a capacidade de adaptação do cérebro Crédito: Freepik
Manter o cérebro ativo é tão importante quanto cuidar do corpo.
Um estudo disponível na revista Science explica que o órgão continua capaz de gerar novas células ao longo da vida graças à neurogênese, processo que sustenta a adaptação contínua das funções cognitivas.

Atividade cerebral por Shutterstock
Essa perspectiva amplia a compreensão sobre envelhecimento.
Em vez de enxergar o cérebro como algo estático, a ciência mostra que ele responde bem a estímulos físicos e mentais, especialmente quando incorporados à rotina de forma consistente.
O papel dos exercícios, segundo especialistas
Segundo o canal de notícias Al Arabiya, o neurocientista Robert Lowe, especialista em doença de Alzheimer, afirma que atividades direcionadas podem favorecer a formação de novos neurônios.
Com isso, a memória e o raciocínio passam a funcionar de maneira mais eficiente.
Ele explica que diferentes modalidades ativam circuitos específicos. Ao variar os estímulos, o cérebro tende a criar conexões mais fortes, o que ajuda no desempenho cognitivo e na manutenção da autonomia com o passar dos anos.
1. Treinamento de resistência
O treinamento de resistência envolve movimentos que fazem o corpo atuar contra um peso externo.
Pesquisas apontam que esse tipo de exercício eleva os níveis de BDNF, substância ligada ao surgimento de novos neurônios em áreas centrais da aprendizagem.
Movimentos como agachamentos, flexões e exercícios com faixas impulsionam ganhos musculares e também a flexibilidade cerebral.
A adaptação constante exigida pelo esforço físico favorece o desenvolvimento de novas conexões neurais.
2. Atividades de dupla tarefa
Exercícios que combinam ação física e desafio mental exigem coordenação e atenção contínua.
São exemplos desse tipo de atividade tocar o nariz com o dedo indicador alternadamente enquanto bate palma ou ou girar o tronco para um lado e recitar palavras que começam com uma letra específica.
Essa combinação estimula regiões distintas do cérebro e favorece a criação de circuitos mais complexos.
Pesquisas mostram que esse tipo de atividade pode oferecer resultados superiores quando comparado ao treinamento físico isolado.
Em idosos, o impacto costuma ser ainda mais relevante, pois contribui para a manutenção da autonomia e reduz o risco de declínio cognitivo.
3. Exercícios focados nas pernas
Ativar os músculos das pernas provoca respostas químicas importantes para o cérebro.
Agachamentos, afundos e subir escadas aumentam a liberação de NDNF, fator associado ao crescimento de novas células cerebrais.
Caminhadas aceleradas e corridas ampliam o fluxo de sangue e oxigênio, potencializando o funcionamento cerebral.
Para Robert Lowe, exercícios para as pernas são parte essencial das estratégias de saúde cognitiva, já que também melhoram equilíbrio e resistência, favorecendo um estilo de vida mais ativo.
Fonte: Jornal Correio







