Crianças têm maior risco de insolação Crédito: Shutterstock
O verão é sinônimo de liberdade, brincadeira e sol. Mas também é a estação em que aumentam significativamente os atendimentos por desidratação, queimaduras solares e insolação infantil. Crianças têm maior risco porque perdem líquidos mais rápido e nem sempre conseguem identificar ou comunicar os próprios limites.
Segundo dados do Ministério da Saúde, os casos de exaustão térmica e desidratação aumentam expressivamente durante as férias escolares.
Criança não avisa que está entrando em exaustão térmica. Quando os sintomas aparecem, o quadro já pode estar avançado
Dra. Diana,médica
Insolação: quando o calor vira emergência

Cuidado com as crianças no verão por Freepik
A insolação acontece quando o corpo perde a capacidade de controlar a temperatura, que pode ultrapassar 40 °C, afetando cérebro, coração e rins.
Sinais de alerta
• Pele quente, vermelha e seca
• Dor de cabeça intensa
• Náuseas ou vômitos
• Confusão mental
• Sonolência excessiva
• Desmaio
Hidratação: o erro mais comum dos pais
Crianças não pedem água na frequência adequada. Regra prática:
• Ofereça líquidos a cada 30–40 minutos
• Priorize água, água de coco e frutas
• Evite refrigerantes, sucos artificiais e bebidas açucaradas
Proteção solar correta (passo a passo)
• Protetor solar infantil FPS 30 ou superior
• Aplicar 30 minutos antes da exposição
• Reaplicar a cada 2 horas e após banho
• Bonés, chapéus e camisetas UV ajudam muito
• Evitar sol direto entre 10h e 16h
O que fazer até o atendimento médico chegar
• Levar para local fresco e ventilado
• Retirar excesso de roupas
• Oferecer líquidos se estiver consciente
• Compressas frias em testa, pescoço e axilas
• Acionar emergência se houver confusão, vômitos persistentes ou desmaio
Pais nunca tiram férias
Enquanto a criança brinca, o corpo pode estar entrando em exaustão.
“Calor intenso não é inofensivo. Insolação pode evoluir rápido”, reforça a médica.
Contatos de emergência
Vitalmed – Associados: 2202-8888 | 3450-8888
Associe-se à Vitalmed: 2202-8686
SAMU: 192 | Bombeiros: 193
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Fonte: Jornal Correio







