Benfica tem recurso negado e UEFA mantém suspensão de Prestianni após caso de racismo com Vini Jr

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Vini Jr denunciou ofensa racista de jogador argentino Crédito: Reprodução

A Uefa confirmou nesta quarta-feira (25) que rejeitou o recurso apresentado pelo Benfica contra a suspensão provisória do meia Gianluca Prestianni. Com isso, o argentino segue fora da partida de volta contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, nesta tarde, válida pelos playoffs das oitavas de final da Champions League.

Decisão oficial da Uefa

Em comunicado, o Órgão de Recurso da Uefa confirmou o indeferimento do pedido do clube português: “O recurso interposto pelo SL Benfica é indeferido. Consequentemente, a decisão do Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA de 23 de fevereiro de 2026 é confirmada. Gianluca Prestianni continua suspenso provisoriamente para o próximo jogo da competição de clubes da UEFA para o qual seria elegível”.

Prestianni foi suspenso com base em relatório preliminar elaborado por um Inspetor de Ética e Disciplina nomeado para investigar o caso. A acusação é de violação do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da Uefa, que trata de conduta discriminatória. O artigo prevê suspensão mínima de dez partidas — ou sanção equivalente — para qualquer pessoa que atente contra a dignidade humana por motivos como cor da pele, origem étnica, religião, gênero ou orientação sexual, desde que a infração seja comprovada.

Vini Jr denunciou ofensa racista de jogador argentino por Reprodução

O que aconteceu em Lisboa

O episódio ocorreu no início do segundo tempo do jogo de ida, disputado na capital portuguesa. Aos cinco minutos, Vinícius Júnior marcou o gol da vitória merengue por 1×0 e comemorou com sua tradicional dança diante da torcida do Benfica, recebendo cartão amarelo. Na sequência, houve discussão entre jogadores das duas equipes. Vinicius se dirigiu ao árbitro francês François Letexier para denunciar que teria sido chamado de “macaco” por Prestianni, que, segundo o relato, teria escondido a boca com a camisa ao proferir a ofensa.

Diante da denúncia, o árbitro aplicou o protocolo antirracismo da Uefa, fazendo o gesto de “X” com os braços. A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos antes de ser retomada. O atacante Kylian Mbappé, companheiro de Vini no Real Madrid, foi um dos jogadores mais indignados com a situação. Após o reinício, o brasileiro passou a ser vaiado a cada toque na bola.

Reações dos clubes

No dia seguinte ao confronto, a Uefa anunciou a abertura de procedimento disciplinar. O relatório oficial do delegado da partida — que registrou a ativação do protocolo antirracismo — foi incorporado à investigação.

O Real Madrid declarou apoio público a Vinicius Júnior e informou ter encaminhado provas à entidade. Já o Benfica reforçou a defesa de seu atleta, que nega qualquer ato racista.

O presidente do clube português, Rui Costa, saiu em defesa de Prestianni: “Não estou em campo para saber o que foi dito ou não dito. Numa situação daquelas, muita coisa é dita. O que acreditamos é na palavra do nosso jogador. O Prestianni foi classificado como racista, mas é tudo menos racista. Posso garantir”.

Fonte: Jornal Correio

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