Vai ter greve! Rodoviários decidem e Salvador ficará sem ônibus nesta sexta

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Ônibus de Salvador – Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE

greve dos rodoviários de Salvador foi confirmada e os trabalhadores não irão às ruas a partir de 0h desta sexta-feira, 22. A decisão aconteceu após a segunda reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) terminar novamente sem acordo entre o setor patronal e os trabalhadores do transporte público de Salvador.

Ao portal A TARDE, o Sindicato dos Rodoviários afirmou que a proposta apresentada pela Justiça do Trabalho era considerada “defensável” pela categoria. No entanto, segundo a entidade, os empresários não aceitaram os termos sugeridos durante a mediação conduzida pelo tribunal.

Diante do impasse nas negociações, os trabalhadores realizaram uma assembleia geral logo após o encerramento da audiência e deliberaram pela deflagração de greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta sexta-feira, 22.

A paralisação deve atingir o sistema de ônibus da capital baiana e impactar milhões de passageiros que utilizam o transporte público diariamente.

Durante o discurso do anúncio da greve, o presidente do sindicato dos rodoviários, Hélio Ferreira, criticou a proposta enviada pelos empresários.

“2.36% de aumento é uma vergonha, 2.36% de aumento deveria ser de ganho real, não de aumento salarial para uma classe importante como nós”, afirmou o presidente do sindicato da categoria.

Ainda de acordo com o presidente da categoria, a proposta do tribunal foi aprovada por unanimidade, porém a proposta dos empresários foi negada completamente, resultando na greve.

Os rodoviários de Salvador, no entanto, ainda não definiram a quantidade de ônibus que estarão nas ruas, já que o serviço é considerado essencial e pela Lei das Greves não pode deixar de funcionar de maneira integral. “Está com o nosso jurídico”, respondeu Hélio Ferreira ao A TARDE.

Principais reivindicações da categoria

Entre os pedidos da classe trabalhadora, destacam-se:

  • Reposição da inflação com 5% de ganho real;
  • Aumento no valor e na quantidade do tíquete-alimentação;
  • Redução da jornada diária para seis horas;
  • Revisão da chamada “carta horária”;
  • Melhores condições de trabalho e gratuidade no transporte;
  • Estabilidade pré-aposentadoria;
  • Implantação de turnos fixos e direito a troca de linha;
  • Gratificação por atuação em grandes eventos;
  • Prêmio por assiduidade;
  • Complemento do plano de saúde;
  • Implantação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
  • Instituição de day off (folga no aniversário).

Dinâmica das negociações

Na manhã desta quinta-feira, os trabalhos foram iniciados pela desembargadora Ivana Magaldi, que sugeriu conversar separadamente com cada uma das partes para estreitar as propostas.

A primeira conversa privada foi conduzida pela magistrada com as lideranças dos rodoviários, representadas por Hélio Ferreira (presidente do sindicato), Daniel Mota (diretor de comunicação) e Fábio Primo. Em paralelo, o grupo de empresários reuniu-se em outra sala.

O objetivo do tribunal com essas reuniões bilaterais foi alinhar os termos antes de promover a mediação conjunta e tentar viabilizar um acordo definitivo.

Fonte: A Tarde

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