Sancionada lei que prevê oferta de trombolíticos para tratamento de infarto e AVC na rede de urgência e emergência do SUS Crédito: Freepik
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei que amplia a oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os medicamentos são utilizados para dissolver coágulos que podem provocar Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.
De acordo com o Ministério da Saúde, quando administrados rapidamente, esses remédios podem salvar vidas e reduzir o risco de sequelas. Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou uma portaria que institui o Comitê de Acompanhamento da Implementação das Linhas de Cuidado dos Agravos Cerebrovasculares e Cardiovasculares Tempo-Dependentes: AVC e IAM, no âmbito do Ministério da Saúde. O grupo terá a função de analisar e propor medidas para ampliar o acesso aos medicamentos e qualificar a assistência prestada aos pacientes.
“Nos casos de infarto e AVC, cada minuto conta. Vamos trabalhar com especialistas, estados e municípios para transformar a lei em atendimento mais rápido, desde o diagnóstico até a chegada do paciente à unidade de referência. Esse tempo que conseguimos reduzir pode representar uma vida salva”, disse o ministro.
Os protocolos do SUS já preveem o uso de trombolíticos nos serviços de urgência e emergência, inclusive nas UPAs. Atualmente, porém, a aquisição dos medicamentos é responsabilidade dos gestores locais. O novo comitê deverá avaliar estratégias para aprimorar a oferta e ampliar a disponibilidade dos trombolíticos na rede pública.
O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. Em 2025, o SUS contabilizou ainda 292 mil atendimentos por Acidente Vascular Cerebral (AVC), sendo 218 mil relacionados ao AVC isquêmico.
Os trombolíticos podem ser utilizados tanto no Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) quanto no Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, conforme avaliação clínica. Os medicamentos atuam na dissolução dos trombos que bloqueiam os vasos sanguíneos, contribuindo para a retomada da circulação.
A rapidez no diagnóstico e no início do tratamento aumenta as chances de sobrevivência e diminui o risco de sequelas. Nos casos de infarto, o trombolítico pode ser indicado principalmente quando procedimentos de maior complexidade, como a angioplastia, não estão disponíveis dentro do tempo recomendado. Dessa forma, o paciente pode receber o medicamento enquanto a continuidade da assistência é organizada na rede de saúde.
O SUS já possui uma linha de cuidado voltada ao infarto agudo do miocárdio e ao AVC, com protocolos específicos para diagnóstico e tratamento. No caso do infarto, a assistência inclui o acesso à reperfusão, procedimento que tem como objetivo restabelecer o fluxo sanguíneo. Os trombolíticos fazem parte desse atendimento e também podem ser administrados pelo Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (SAMU 192), conforme indicação clínica.
Muitas pessoas que apresentam sintomas de infarto procuram diretamente a unidade de saúde mais próxima, que, em diversos municípios, é uma UPA. Nesses locais, as equipes podem realizar o diagnóstico, avaliar a indicação do tratamento e, quando necessário, iniciar a administração de trombolíticos. A nova lei permitirá avaliar formas de apoiar e aprimorar essa oferta, aproximando o tratamento da população.
Fonte: Jornal Correio







