Trump diz que pode invocar lei de 1807 que permite uso de força militar para policiamento em Los Angeles

0
42

Fogo em carro durante protestos em Los Angeles — Foto: AP Photo/Eric Thayer

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (10) que poderia invocar uma lei de 1807, a Lei da Insurreição, se for possível determinar que há uma insurreição em andamento como parte dos protestos de rua em Los Angeles.

O dispositivo permite o uso de força militar para o policiamento dentro dos Estados Unidos.

“Se houver uma insurreição, eu certamente a invocarei”, disse Trump, na Casa Branca. “Veremos. Mas posso dizer… a noite passada foi terrível. A noite anterior foi terrível.”

A fala de Trump acontece um dia após ordenar o envio de cerca de 700 fuzileiros navais dos EUA para Los Angeles, como parte de uma estratégia federal para reprimir manifestações que se opõem às operações de imigração.

A princípio, porém, os fuzileiros navais vão atuar na proteção de “funcionários e propriedades federais” na cidade durante os protestos.

Trump repetiu suas críticas ao governador da Califórnia, Gavin Newsom, dizendo que conversou com ele no dia anterior.

O que é a Lei da Insurreição

Altos funcionários da Casa Branca, incluindo o vice-presidente J.D. Vance e o assessor sênior da Casa Branca, Stephen Miller, usaram o termo “insurreição” ao discutir os protestos, mas o governo não chegou a invocar a lei até agora.

A Lei da Insurreição foi usada por presidentes anteriores para enviar tropas aos EUA em resposta a crises como a ascensão da Ku Klux Klan logo após a Guerra Civil Americana.

A lei foi invocada pela última vez pelo presidente George H.W. Bush em 1992, quando o governador da Califórnia solicitou ajuda militar para reprimir os protestos em Los Angeles após o julgamento de policiais que espancaram o motorista negro Rodney King.

Mas a última vez que um presidente enviou a Guarda Nacional a um estado sem um pedido do governador foi em 1965, quando o presidente Lyndon Johnson enviou tropas para proteger manifestantes pelos direitos civis em Montgomery, Alabama.

Fonte: G1 Mundo

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here