Farol da Barra em Salvador Crédito: @crdrone
Salvador poderá voltar a ser, ainda que simbolicamente, a capital do Brasil. O Senado Federal deve analisar na terça-feira (16) um projeto de lei que transfere a sede do governo federal para a capital baiana no dia 2 de julho de cada ano, durante as celebrações da Independência da Bahia.
A proposta está prevista no Projeto de Lei (PL) 5.672/2025 e determina que a mudança simbólica envolva os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União. A iniciativa busca reconhecer o papel histórico do 2 de Julho na consolidação da independência brasileira.

O texto recebeu parecer favorável do senador Jaques Wagner (PT-BA) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, abrindo caminho para a análise da proposta pelos parlamentares.
Caso seja aprovado, o projeto fará com que Salvador assuma, simbolicamente, o posto de capital federal durante as comemorações da data cívica mais importante da Bahia.
Salvador já foi capital do Brasil
A proposta resgata a importância histórica de Salvador para a formação do país. Fundada em 1549, a cidade foi a primeira capital do Brasil e sediou a administração colonial portuguesa por mais de dois séculos.
Salvador permaneceu como capital da colônia até 1763, no século 18, quando a sede do governo foi transferida para o Rio de Janeiro. A mudança ocorreu em razão da crescente importância econômica da região Sudeste, impulsionada principalmente pelo ciclo do ouro em Minas Gerais.
Mais de 260 anos depois de perder o status de capital, a cidade poderá voltar a ocupar simbolicamente essa posição em uma data que celebra justamente a expulsão definitiva das tropas portuguesas do território baiano, em 2 de julho de 1823.
Historiadores consideram a Independência da Bahia um marco decisivo para a consolidação da independência do Brasil, proclamada por dom Pedro I em 7 de setembro de 1822. Isso porque, mesmo após a proclamação, confrontos militares continuaram em diversas regiões do país, especialmente na Bahia, até a retirada das forças portuguesas.
Fonte: Jornal Correio






