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Em 2024, o número de empresas e outras organizações no Brasil cresceu 5,8% em relação a 2023, passando de 10,0 milhões para 10,6 milhões. O quantitativo de pessoal assalariado registrou aumento de 3,0% no mesmo período, indo de 52,6 milhões para 54,2 milhões. Já o salário médio mensal variou 0,2% e passou de R$ 3.924,04 para R$ 3.932,45, mantendo o valor equivalente a 2,8 salários mínimos.
“O crescimento no número de empresas está mais concentrado nas pequenas, de 0 a 9 pessoas. Há um descompasso entre o crescimento de empresas pequenas e a evolução no número de empresas, no número de pessoal pago assalariado, porque as pequenas empresas empregam menos. Então, esse emprego está mais concentrado nas empresas maiores. Apesar de uma alta no número de empresas, a maior parte dela se deve à chegada de novas de pequeno porte, o que gera esse descompasso no emprego”, explica Francisco Marta, coordenador de Cadastros e Classificações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Considerando o período de 2022 a 2024, o crescimento do número de empresas e outras organizações no país chega a 12,5%, passando de 9,4 milhões para 10,6 milhões, o que representa um saldo positivo de aproximadamente 1,2 milhão de empresas. A maior parcela desse aumento veio da seção Saúde humana e serviços sociais, que apresentou um crescimento de aproximadamente 177,7 mil entidades, seguida das seções Atividades profissionais científicas e técnicas (174,0 mil) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (166,7 mil).
Os dados são das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2024 divulgados hoje (25) pelo IBGE. O CEMPRE reúne informações cadastrais e econômicas das empresas e outras organizações presentes no território nacional, inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, e de suas respectivas unidades locais.
Dentre as empresas e outras organizações existentes em 2024, um total de 3,0 milhões possuíam pessoas assalariados (28,4%). Essas entidades empregavam, em 31 de dezembro de 2024, 68,0 milhões de pessoas, sendo 54,2 milhões (79,7%) como pessoal ocupado assalariado e 13,8 milhões (20,3%) na condição de sócios e proprietários. Os salários e outras remunerações pagos totalizaram R$ 2,8 trilhões.
Três atividades com maiores salários somam apenas 2,6% dos assalariados
Entre as atividades econômicas, os maiores valores de salário médio mensal foram pagos pelo setor Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 9.678,61), seguido por Eletricidade e Gás (R$ 8.539,07) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 8.430,55). As três atividades ocuparam, juntas, 1,4 milhão de assalariados, ou seja, somente 2,6% do pessoal ocupado assalariado. Em 2024, o salário médio mensal de todas as atividades ficou em R$ 3.932,45.
Seção de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas registrou maiores participações em três categorias
Entre o número de empresas e outras organizações, a seção Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas registrou a primeira colocação, com 27,4%. Em seguida, ficaram Atividades administrativas e serviços, com 10,1%; e Atividades profissionais, científicas e técnicas, com 9,0%.
Já em pessoal ocupado total, a seção Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas ficou em primeiro lugar, com 20%. Depois, Indústrias de transformação (13,4%); e Administração pública, defesa e seguridade social (12,9%).
Entre o número de pessoal ocupado assalariado, a seção Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas ficou também na primeira colocação (18,2%). Administração pública, defesa e seguridade social ocupou o segundo lugar (16,2%). Em seguida, Indústrias de transformação (15,3%).
Em termos de massa salarial, o primeiro lugar foi da seção Administração pública, defesa e seguridade social (23,0%). Indústrias de transformação ocupou o segundo lugar (16,1%). Depois, Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (13,0%).
Grandes empresas pagam mais que o dobro do salário das que têm até 9 pessoas
Do total de empresas e outras organizações em 2024, 93,4% tinham de 0 a 9 pessoas assalariadas; 5,6%, 10 a 49 pessoas; 0,8%, 50 a 249 pessoas; e 0,2%, 250 pessoas ou mais. O salário médio mensal entre as empresas e outras organizações foi de R$ 3.932,45 e apenas empresas com 250 pessoas ou mais pagaram acima desse valor, R$ 4.913,27, que é mais que o dobro do salário recebido por aquelas com 0 a 9 pessoas ocupadas, R$ 2.116,21.
As empresas e outras organizações com 250 pessoas ou mais concentraram os maiores percentuais de pessoal ocupado total (44,4%), de pessoal ocupado assalariado (55,7%) e de massa salarial (69,0%).
“Tradicionalmente as empresas maiores têm salários melhores. Os setores econômicos que mais concentram empresas de pequeno porte são o Comércio e as Atividades administrativas, as que pagam salários menores que a média. Já as grandes empresas estão concentradas nos setores da indústria que têm salários melhores”, pontua Francisco.
As estatísticas do CEMPRE desconsideram os Microempreendedores Individuais (MEIs) por serem desobrigados de preenchimento dos registros administrativos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.
Homens são maioria entre pessoal ocupado assalariado e seguem ganhando mais que as mulheres
Em 2024, o salário médio mensal recebido pelas mulheres (R$ 3.608,04) foi 16% menor que o dos homens (R$ 4.206,00). Ainda em 2024, as mulheres receberam, em média, o equivalente a 85,8% do salário médio mensal dos homens, o que representa uma redução de 0,6 ponto percentual em relação a 2023. Os homens também eram maioria entre o pessoal ocupado assalariado (54,2%).
A mão de obra masculina estava concentrada na seção Indústrias de transformação (19,4%), seguida pelo Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (18,5%) e Administração pública, defesa e seguridade social (13,3%). Porém, a Construção é aquela que apresentava a maior participação de homens no setor (87,2%), seguida das Indústrias extrativas (82,5%) e do Transporte, armazenagem e correio (80,5%).
Fonte: Jornal Folha do Estado a Bahia







