Hospital da Bahia planeja demitir equipe de imagem e operar exames por controle remoto, afirma sindicato

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Hospital da Bahia há 20 anos oferece atendimento de excelência em alta complexidade_credito_Divulgação (1) Crédito: Divulgação

O Hospital da Bahia programou demitir, nos próximos dias, toda a equipe técnica de Diagnóstico por Imagem. De acordo com a denúncia do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do Estado (Sindimagem-BA) e a Comissão Unificada de Profissionais de Imagem, a unidade de saúde planejou os desligamentos para agosto e já notificou as entidades de classe.

Ao todo, são 33 profissionais, incluindo técnicos, tecnólogos e biomédicos. Na avaliação das entidades, “o objetivo do hospital é substituir profissionais especializados com anos de casa por um modelo de contratação via ‘pejotização’ e terceirização irresponsável”.

Além disso, de acordo com a nota divulgada pelo Sindimagem, o hospital planeja operar equipamentos de alta complexidade, a exemplo de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, por meio de controle remoto computadorizado (telemedicina) comandado por operadores que estão em outros estados.

O sindicato divulgou a correspondência na qual a entidade foi notificada sobre a demissão dos profissionais, enviada por representantes do Grupo Américas. No documento, enviado no último dia 7, a empresa diz que a decisão de demitir 33 profissionais é decorrente “da necessidade de reestruturação organizacional, motivada pelas adversidades enfrentadas pelo setor de saúde”.

Para o Sindimagem, a medida viola a Resolução RDC 611/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A norma exige supervisão e presença física de profissionais habilitados nas salas de comando para garantir a proteção radiológica e o socorro imediato aos pacientes em caso de intercorrências graves (como reações alérgicas severas a contrastes ou crises de claustrofobia).

“Além do evidente risco assistencial à população de Salvador, a medida configura fraude à legislação trabalhista e dumping social, eliminando postos de trabalho locais para inflar margens de lucros corporativos”.

As entidades divulgaram que já acionaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Delegacia Regional do Trabalho.

O Hospital da Bahia foi procurado, por meio da assessoria, mas não se posicionou até o momento da publicação. O espaço continua aberto para manifestação de todas as partes.

Fonte: Jornal Correio

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