Câncer de mama hereditário: cinco sinais no histórico familiar que merecem atenção

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Câncer de mama hereditário: cinco sinais no histórico familiar que merecem atenção Crédito: Imagem gerada pela IA

O histórico familiar pode ajudar a identificar mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama. Entre 2026 e 2028, o Brasil deve registrar 78.610 novos casos da doença por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Embora a maioria dos diagnósticos não esteja associada à hereditariedade, entre 5% e 10% dos casos têm relação com fatores genéticos transmitidos entre gerações.

Alguns padrões na família podem indicar a necessidade de uma investigação mais aprofundada, como vários parentes com câncer de mama, diagnósticos em idade jovem, casos de câncer de ovário, câncer de mama em homens ou tumores nas duas mamas. “Ter um caso de câncer de mama na família não significa automaticamente que uma mulher desenvolverá a doença. O que avaliamos é o conjunto: número de familiares afetados, grau de parentesco, idade no momento do diagnóstico e os tipos de câncer presentes naquela família. É esse histórico que ajuda a identificar quando existe indicação para uma investigação genética”, explica o médico geneticista Carlos Aschoff, assessor médico do Grupo DB.

Quais sinais no histórico familiar merecem atenção?

  • Vários casos de câncer de mama na família: a ocorrência da doença em diferentes parentes pode levantar suspeita de predisposição hereditária.
  • Diagnósticos em idade jovem: casos em mulheres mais novas podem indicar a necessidade de investigar possíveis alterações genéticas.
  • Câncer de ovário na família: esse tipo de tumor também pode estar relacionado a síndromes hereditárias que aumentam o risco de câncer de mama.
  • Câncer de mama em homens: embora seja menos frequente, a ocorrência pode ser um sinal importante para a avaliação genética da família.
  • Tumores nas duas mamas: o diagnóstico bilateral pode integrar o conjunto de características que levam à investigação de predisposição hereditária.

Quais genes estão associados ao câncer de mama hereditário?

Entre os genes mais conhecidos relacionados à predisposição hereditária ao câncer de mama estão o BRCA1 e o BRCA2. Alterações em outros genes, como PALB2, CHEK2, ATM e TP53, também podem elevar o risco de desenvolver a doença. A indicação de investigação genética depende das características individuais e do histórico familiar.

Uma mulher cuja avó recebeu o diagnóstico aos 75 anos, por exemplo, apresenta um histórico diferente daquele de uma mulher cuja mãe e irmã tiveram câncer de mama antes dos 50 anos. Quando há suspeita de predisposição hereditária, o aconselhamento genético ajuda a avaliar a necessidade de realizar testes e quais exames podem ser mais adequados para cada caso.

“O teste genético não prevê se alguém terá ou não câncer. Ele pode identificar uma alteração genética para predisposição ao câncer e, a partir dessa informação, contribuir para definir estratégias individualizadas de acompanhamento e prevenção. Quando uma alteração genética é encontrada, essa informação também pode ser importante para outros familiares”, afirma Aschoff.

Cuidados devem continuar durante todo o ano

O Outubro Rosa amplia a discussão sobre prevenção e diagnóstico precoce, mas a atenção à saúde das mamas precisa continuar durante todo o ano. Além de conhecer o histórico familiar, é importante manter o acompanhamento recomendado para a idade e o perfil de risco e procurar avaliação médica diante de alterações como nódulos persistentes, mudanças no mamilo, saída espontânea de líquido ou alterações na pele da mama.

“A prevenção do câncer de mama não deve esperar o mês de outubro para se começar. O mês é importante para ampliar o acesso à informação, mas conhecer o próprio histórico familiar, perceber mudanças no corpo e manter os exames indicados são cuidados que precisam continuar durante todo o ano”, conclui o médico.

Fonte: Jornal Correio

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