O preço que se paga por tentar ser você mesmo

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“Por trás de toda coisa bela … há sempre algum tipo de dor.”

Numa dessas noites em que o acaso parece conspirar contra o sono … encontrei-me hipnotizado diante de uma tela.Publicidade

Era inverno e … na mais vertiginosa cidade do mundo … surgiu um jovem magro … envolto apenas por um casaco puído pelo tempo.

Havia nele um silêncio velho demais para sua idade.Publicidade

Nos olhos … aquela espécie rara de melancolia que antecede as grandes tempestades humanas.

Trazia apenas a gaita inseparável e um violão que parecia conhecer segredos antes das palavras.

Ninguém sabia de onde vinha.

Entrou num café como quem entra numa igreja vazia.

E então aconteceu o espanto: não foi a sua música que parou o mundo … foi o que ela despertou dentro das pessoas.

Homens endurecidos se lembraram de sonhos esquecidos.

Mulheres sentiram saudade de coisas que nunca viveram.

Havia naquele rapaz uma estranha coragem: a de não caber no retrato que os outros pintavam dele.

Mas o mundo ama gaiolas … ama dar nomes … ama transformar mistério em estátua.

O filme não conta apenas a sua vida … retrata a dança feroz entre um homem e todas as mãos que tentaram aprisionar sua alma.

Conta o instante doloroso em que alguém percebe que … para continuar vivo por dentro … talvez precise desafiar a sabedoria convencional e decepcionar o mundo inteiro.

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento usando como meio de transporte excelentes filmes disponíveis na Disney+.

Eles me levaram para a Nova York dos anos 60 … onde fui recebido pelo jovem Bob Dylan … a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

– Escute com cuidado: talvez o maior erro da vida seja gastar anos tentando descobrir quem esperam que sejamos … enquanto a nossa alma adoece silenciosamente por abandono.

– O que quase ninguém percebe … é que maturidade não é ser compreendido por todos … é suportar … com coragem e ternura … o preço de finalmente ser verdadeiro consigo mesmo.

– Porque há um dia em que o aplauso do mundo já não salva ninguém… mas uma consciência em paz salva uma existência inteira.

Dylan …. atualmente o maior ícone da música mundial … é interpretado por Timothée Chalamet no filmaço acima descrito “Um Completo Desconhecido” … que acabo de ver e te recomendo.

E eu te garanto … ao terminar vê-lo … você não terá conhecido um cantor … terá encontrado um espelho.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.

“Este texto não reflete, necessariamente, a opinião

Fonte: Hoje em Dia

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