MPT vai investigar denúncia de homofobia em loja de móveis; vendedor acusa gerente

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O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) abriu inquérito para investigar um suposto caso de homofobia em Salvador. O influenciador digital Jeferson Moreira Santos, conhecido como Baiano Santos, que trabalhava como comerciário na Jacaúna Móveis, especificamente em uma loja na orla marítima da capital baiana, afirma ter sido agredido verbal e fisicamente pelo gerente do estabelecimento comercial.

 

 

Em vídeo publicado no seu perfil oficial no Instagram, Baiano Santos confirma ter denunciado o caso ao MPT-BA, no entanto a entidade afirma que não havia registro da denúncia até a manhã de segunda-feira (22). “Ainda assim, o órgão instaurou procedimento de ofício a partir das informações publicadas na imprensa e nas redes sociais”, sinaliza o MPT-BA.

 

No relato feito em vídeo, o influenciador alega ter sofrido agressões, xingamentos e perseguição por ser homossexual. Ele afirma ter sido demitido por justa causa, mesmo após denunciar os fatos em canais internos da empresa em que trabalhava, sem qualquer resposta.

“Após a entrada do gerente, há cerca de 5 anos, as perseguições começaram. O gerente por muitas vezes me chamou de ‘florzinha’, ‘maricas’, dentre outros termos com cunho homofóbico”, afirma o rapaz. “No último dia 26, imediatamente após a minha chegada na loja, o gerente me chamou de moleque e em seguida começou a me agredir com palavras até que partiu para agressão física. Ele me agrediu fisicamente dentro da loja e me aplicou uma justa causa”, relatou.

 

Baiano Santos afirma ter registrado boletim de ocorrência junto à 16ª Delegacia Territorial, no bairro da Pituba, que o encaminhou para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Em nota, também publicada nas redes, o grupo Jacaúna diz não compactuar com “nenhum tipo de preconceito e discriminação” e assegura estar colaborando com as investigações. “A marca está efetivamente colaborando com a justiça, onde parte do processo segue em sigilo, cedendo imagens, fotos e depoimentos para completa elucidação dos fatos”.

Inicialmente, o MPT-BA vai avaliar se há elementos para justificar uma atuação do órgão ou se a situação se enquadraria apenas em uma ação individual perante a Justiça do Trabalho. Para verificar essa situação, serão ouvidos o influenciador digital e o sindicato da categoria, além da empresa envolvida.

Matéria: Bahia Notícias

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